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Detalhe da montagem do trabalho Sabiás, Galeria Iberê Camargo, Usina do Gasômetro, Porto Alegre |
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Tique-taque,
tremor das pequenas coisas |
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Leandro
Selister nos mostra o movimento das coisas de dentro da casa. Determina
cortes precisos. Fixa instantes para apertar o botão e congelar cada cena.
Quebra a seqüência natural do tempo. O que acontece entre um minuto e
outro, um segundo e outro, é o mistério da vida encerrado talvez nas
frações imperceptíveis de uma outra dimensão de tempo que não percebemos.
Não se trata aqui da representação real em 24 quadros por segundo. O
fotógrafo cria a seqüência de instantes conforme um ritmo particular, seu
modo de perceber a natureza em constante transformação. De dentro da casa,
Leandro Selister torna-se uma espécie de guardião do tempo, vigia cada
movimento do mundo como um voyeur atento e cuidadoso.
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Montagem da exposição em Pelotas Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo |
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A fotografia de Leandro Selister nos permite uma
intensa experiência com o olhar e faz o olhar encontrar-se no tempo. Nos
faz pensar e sentir, acordar para a construção do sentido e para a verdade
contida no acaso ao qual está atento apenas o olho sensível. Leandro
Selister fotografou um ninho de pássaros que apareceu no visível espaço
minúsculo de sua janela onde tudo podia ser invisível. |